
Professora apertou botão do pânico duas vezes antes de ser morta a tiros em MT
- Mara Kisner III
- 19 de fev.
- 2 min de leitura
A professora Lucieni Naves Corrêa, de 51 anos, acionou o botão do pânico duas vezes antes de ser assassinada a tiros em Cuiabá pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 61 anos. O homem é conhecido pelo comportamento agressivo. Uma das ocorrências foi na vizinhança onde mora quando ameaçou vizinhos com um facão.
Segundo Etieny Naves Correa de Almeida, uma das filhas da professora, a mãe ingressou com o pedido para receber o botão do pânico por sentir medo do ex-marido e recorreu a ele em um das situações de ameaça.
"A polícia veio aqui tirou ele e não o deixou preso", falou Etieny à TV Centro América (TVCA).
Paulo foi morto por moradores após atirar em Lucieni. Os vizinhos o perseguiram pelo Osmar Cabral e o executaram. Conforme o inquérito, o tiro contra o ex-marido da professora foi feito por um policial à paisana.
A filha da professora afirmou que as ameaças de Paulo contra a mãe eram públicas; "Ele foi na minha casa e falou na minha cara que iria matar ela", disse a jovem.
Fonte: CAMILA RIBEIRO / Hiper Notícias
Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que a vítima possuía medidas protetivas de urgência vigentes, porém, no dia do crime, não houve acionamento das forças de segurança por meio do botão do pânico, da Patrulha Maria da Penha ou do Ciosp, pelo telefone 190. Segundo a pasta, a Patrulha Maria da Penha só foi chamada por terceiros após o feminicídio.
A Sesp ressaltou ainda que, em agosto de 2025, Luciene registrou boletim de ocorrência no Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Familiar contra o ex-marido, quando solicitou medidas protetivas. Já em outubro do mesmo ano, após receber novas ameaças, a professora acionou o botão do pânico e foi atendida por policiais militares.






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