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Homem condenado a quase 9 anos por roubo em MT é absolvido pelo STJ por falta de provas

  • Foto do escritor: Mara Kisner III
    Mara Kisner III
  • 12 de mar.
  • 2 min de leitura

Um homem de 24 anos que havia sido condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão além de 22 dias-multa foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou inexistirem provas suficientes para sustentar a condenação. A ação da Defensoria Pública de Mato Grosso foi divulgada nesta terça-feira (10).

O pedido de liberdade foi apresentado pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT). A defesa argumentou que a condenação se baseou apenas em um reconhecimento fotográfico e pessoal considerado irregular, sem outras provas que confirmassem a autoria do crime.

A decisão foi assinada pelo ministro Og Fernandes, no dia 2 de março. Segundo ele, o reconhecimento do suspeito não seguiu as regras previstas no Código de Processo Penal (CPP), que estabelece procedimentos para evitar erros na identificação de suspeitos.

A condenação


O assalto ocorreu em outubro de 2020, em uma via pública de Várzea Grande. De acordo com a decisão, o reconhecimento do acusado foi feito:


  • Durante o crime, os autores usavam máscara e boné, o que impediu a vítima de ver claramente o rosto deles.

  • A vítima afirmou ter reconhecido o acusado pela voz e pela altura.

  • O reconhecimento ocorreu na delegacia cerca de dois dias após o crime, quando policiais pediram para o suspeito dizer o nome completo.

  • A polícia chegou ao nome do acusado após consultar banco de dados de pessoas que costumavam agir com o coacusado, que havia confessado o crime;

  • O coacusado confessou o roubo, mas não mencionou o nome dele como participante.


Na decisão, o ministro destacou que o reconhecimento de pessoas é considerado uma “prova irrepetível”. Isso significa que, se o primeiro contato ocorrer de forma incorreta, a memória da vítima pode ser influenciada, dificultando a correção do erro posteriormente.

Após questionamentos da defesa no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o caso chegou ao STJ. Como a condenação dependia exclusivamente do reconhecimento considerado ilegal, o tribunal decidiu pela absolvição imediata.


Fonte: g1 MT

 
 
 

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