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ALMT repudia ato de importunação sexual atribuído a tenente-coronel da PM

  • Foto do escritor: Mara Kisner III
    Mara Kisner III
  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) manifestou repúdio ao ato de importunação sexual atribuído a um tenente-coronel da Polícia Militar, ocorrido na madrugada deste domingo (25), nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Uma das vítimas é servidora da Casa, que receberá total apoio institucional.

Em nota oficial, a ALMT destacou que, mesmo fora do ambiente institucional, situações dessa natureza são inaceitáveis e não podem ser toleradas. O presidente do Parlamento estadual, deputado Max Russi (PSB), afirmou que fará os encaminhamentos necessários e cobrará do comando da Polícia Militar a adoção de todas as providências cabíveis, com o máximo rigor.

De acordo com o boletim de ocorrência, o tenente-coronel W.R.M., comandante da PM em Peixoto de Azevedo e integrante da corporação desde o ano 2000, foi detido após denúncias de importunação sexual a mulheres em um posto de combustíveis no bairro Popular, ao lado da Praça 8 de Abril, onde ocorria um “esquenta” de Carnaval.

As vítimas relataram que estavam em uma roda de amigos quando o suspeito se aproximou e passou a mão na coxa de uma delas. Mesmo após a recusa, ele teria insistido, apertado o braço de outra jovem e se identificado como “coronel”. Testemunhas afirmaram ainda que o mesmo homem já havia adotado comportamento semelhante momentos antes, durante ensaio de blocos carnavalescos na praça.

A Polícia Militar foi acionada via Ciosp e, durante a abordagem, o oficial teria novamente avançado contra uma das vítimas, além de se recusar a entregar sua arma de fogo e proferir insultos e ameaças contra colegas de farda. Diante dos relatos das vítimas e testemunhas, ele foi encaminhado à delegacia. A Corregedoria da PM foi comunicada sobre a conduta do militar.

O tenente-coronel negou as acusações, alegando que apenas tentou conversar com as mulheres e se afastou após a negativa. O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.

Em sua manifestação, a ALMT reafirmou o compromisso com o respeito às mulheres e defendeu que situações dessa natureza sejam apuradas com seriedade, responsabilidade e justiça.


Fonte: Semana 7

 
 
 

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